by Ola Persson

foto: Ola Persson

Sábado passado fiz uma palestra na Red Bull House of Art, a convite dos curadores – Lucas Bambozzi e Maria Monteiro. Passei por lá em um momento privilegiado do projeto: entre exposições (a nova aliás abre dia 4 e promete). Além de ter uma visão privilegiada do processo, entrando nos ateliês dos artistas residentes e garimpando o Hotel Central, pude desfrutar de um público interessante e interessado que expandiu bastante as questões que procurei levantar na palestra.

Minha idéia inicial era fazer uma discussão sobre espaços  além-tela e  além-parede da arte contemporânea, por meio de projetos que se relacionam criticamente com o circuito de arte, propondo espaços alternativos de ação e/ou reinventando os usos convencionais das mídias e plataformas.

Um incidente ocorrido numa troca de emails entre eu a a Cassia Rossini, produtora do HOA, no fechamento da proposta da palestra, acabou por dar a tônica da apresentação. Onde Cassia escreveu contato, li contrato. Passada a confusão, bingo! Era isso que interessava problematizar: estratégias capazes de operar a passagem do contrato ao contato.

Isso fomentou um debate e reflexões muito interessantes sobre relação da produção artística com ações de marketing e marcas, tensionamento dos circuitos de criação, fomento e circulação das obras, artivismo e conversão do público (audiência passiva) em multidão (no sentido qualitativo e não quantitativo do termo, ou seja como coletivo inteligente, de acordo com Negri).

A conferência e a conversa que se seguiu foi gravada em vídeo e está disponível no Vimeo, dividida em pequenos blocos de não mais que 10 minutos.

Os slides com os projetos que foram apresentados para fomentar a conversa, estão logo abaixo.