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Antologia de Fragmentos Dispersos
por Lucas Bambozzi, curador Falamos aqui de uma arte possível, anexada a sistemas, dispositivos e redes telemáticas. Trata-se de uma arte ‘quase invisível’, porém amplamente teorizada, discutida em listas de discussão especializada e simpósios internacionais. Muitos não a enxergam, nem como sistema nem como arte. Poucos artistas a enfrentam com consistência e determinação. Pergunta-se frequentemente: ‘como sistemas de comunicação largamente utilizados – aparentemente banais e totalmente difundidos na rede das relações pessoais - passam, ‘de um dia para o outro’, a se expandir por domínios antes impensados, alcançando as complexas instabilidades e subjetividades da arte? O ‘olhar’ de Giselle ecoa em nossos propósitos de elucidar a complexidade de relações que se desdobram nas sociedades mediatizadas, em suas tramas políticas, estratégias de consumo e produção visual. Trata-se de uma intenção que esperamos que possa ser compartilhada por todos que se ocupam em observar a vida em suas formas mais atuais, extraindo dos conflitos e das mediações tecnológicas a inspiração para seus trabalhos ou uma melhor compreensão do contexto á nossa volta.
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