Quanto pesa uma nuvem? apresenta o resultado de minha pesquisa na Polônia. O projeto reúne as obras Perguntas às pedras [Série 3] (carimbos), Perturbadoramente familiar (áudio e postais) e Quanto pesa uma nuvem? (vídeo e fotografia), que ocupam o Galpão VB, a partir de 25/6.

Curadoria: Ana Pato.

As obras:

Perguntas às pedras

carimbos

A série Perguntas às pedras constitui um mapa das minhas perplexidades em contextos variados. Esta Série 3 parte das indagações que fiz sobre minha história, em busca de uma narrativa para a trajetória de minha familia, cujas raízes visitei em viagem à Polônia.

Apresentada no Galpão VB, na exposição Quanto pesa uma nuvem?, como um conjunto de carimbos, a obra se refere à experiência de marcação dos corpos dos prisioneiros dos campos de extermínio nazistas. Faculta ao público a possibilidade de desconstrução da experiência de violência e dor que impregna de forma indelével a memória do século 20.

Perturbadoramente familiar

Perturbadoramente Familiar (Disturbingly Familiar)

Diário visual e textual de minha viagem  à Polônia, de onde meus avós vieram depois Primeira Guerra Mundial. A obra é constituída por uma instalação sonora e 16 postais que, em conjunto, narram a experiência dessa viagem por meio de imagens, relatos pessoais e citações de autores como Hal Foster, Andreas Huyssen e Villém Flusser.

Restos de uma memória narrada, reúne fragmentos que revelam por justaposição e livre associação relações tácitas entre tópicos variados como o ocultamento da memória pelo indústria do design e a impossibilidade do século 20 de produzir ruínas, lançando o espectador entre escombros e reflexões sobre a opacidade da neblina. Registram também uma tensão entre administração da memória e políticas do esquecimento, situações de pertencimento e de exclusão cultural.

Quanto pesa uma nuvem?

Quanto pesa uma nuvem?

Composta por um vídeo e uma fotografia de mesmas dimensões, extraídas de um still do mesmo vídeo, a obra que dá título à exposição registra o percurso realizado pela artista entre Cracóvia e Auschwitz em um dia de neblina fechada.

O registro do trajeto é feito de forma a confundir os pontos de início e fim do percurso, o que, em conjunto com a aproximação espacial de imagem estática e imagem em movimento, cria uma zona de indistinção entre os dois elementos.

A obra reflete sobre a impalpabilidade da dor, a vertigem e o impasse do turismo que canibaliza a história. O trabalho dialoga com uma narrativa sem rastros por meio de imagens imprecisas, em contínuo apagamento de si mesmas. Imagens que são uma incursão em paisagens reticentes, sem registro, mas que são pura memória.

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Obras comissionadas pelo Culture.pl como parte do programa de 
apresentação da cultura polonesa no Brasil em 2016.

Abertura: dia 25 de junho (sábado), das 12h às 18h.

Visitação: de 28 de junho a 20 de agosto (de terça a sexta, das 12h as 18h, sábado, das 11h as 17h).

Galpão VB – Av. Imperatriz Leopoldina, 1150, Vila Leopoldina. Tel: 11 3645 0516