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	<title>desvirtual &#187; cute capitalism</title>
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		<title>Artivismo, Circuito e Marcas</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 21:07:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sábado passado fiz uma palestra na Red Bull House of Art, a convite dos curadores &#8211; Lucas Bambozzi e Maria Monteiro. Passei por lá em um momento privilegiado do projeto: entre exposições (a nova aliás abre dia 4 e promete). Além de ter uma visão privilegiada do processo, entrando nos ateliês dos artistas residentes e [...]]]></description>
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<p>Sábado passado fiz uma palestra na <a title="Site Red Bull House of Art" href="http://redbullhouseofart.com.br/" target="_self">Red Bull House of Art</a>, a convite dos curadores &#8211; <a title="Curadores Red Bull House of Art" href="http://redbullhouseofart.com.br/curadoria/" target="_self">Lucas Bambozzi e Maria Monteiro</a>. Passei por lá em um momento privilegiado do projeto: entre exposições (a nova aliás abre dia 4 e promete). Além de ter uma visão privilegiada do processo, entrando nos ateliês dos artistas residentes e garimpando o <a title="Hotel Central - Av. S. João" href="http://www.piratininga.org/hotel_britania/hotel_britania.htm" target="_blank">Hotel Central</a>, pude desfrutar de um público interessante e interessado que expandiu bastante as questões que procurei levantar na palestra.</p>
<p>Minha idéia inicial era fazer uma discussão sobre <strong>espaços  além-tela e  além-parede da arte contemporânea</strong>, por meio de projetos que se relacionam criticamente com o circuito de arte, propondo <strong>espaços alternativos de ação</strong> e/ou <strong>reinventando os usos convencionais das mídias e plataformas</strong>.</p>
<p>Um incidente ocorrido numa troca de emails entre eu a a Cassia Rossini, produtora do HOA, no fechamento da proposta da palestra, acabou por dar a tônica da apresentação. Onde Cassia escreveu contato, li contrato. Passada a confusão, bingo! Era isso que interessava problematizar: <strong>estratégias capazes de operar a passagem do contrato ao contato</strong>.</p>
<p>Isso fomentou um debate e reflexões muito interessantes sobre relação da produção artística com ações de marketing e marcas, tensionamento dos circuitos de criação, fomento e circulação das obras, artivismo e conversão do público (audiência passiva) em <a title="multidão por toni negri" href="http://netart.incubadora.fapesp.br/portal/referencias/negri" target="_blank">multidão</a> (no sentido qualitativo e não quantitativo do termo, ou seja como coletivo inteligente, de acordo com Negri).</p>
<p>A conferência e a conversa que se seguiu foi gravada em vídeo e está <a title="Do Contrato ao Contato - Video" href="http://www.vimeo.com/7888311" target="_blank">disponível no Vimeo</a>, dividida em pequenos blocos de não mais que 10 minutos.</p>
<p>Os slides com os projetos que foram apresentados para fomentar a conversa, estão logo abaixo.</p>
<div id="__ss_2625809" style="width: 425px; text-align: center;"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" title="Arte além-tela, além-parede: Do Contrato ao Contato" href="http://www.slideshare.net/gbeiguelman/arte-almtela-almparede-do-contrato-ao-contato">Arte além-tela, além-parede: Do Contrato ao Contato</a><object style="margin: 0px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=redbull-091201134337-phpapp02&amp;stripped_title=arte-almtela-almparede-do-contrato-ao-contato" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="margin: 0px;" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=redbull-091201134337-phpapp02&amp;stripped_title=arte-almtela-almparede-do-contrato-ao-contato" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>

<div class="fblike" style="height:25px; height:25px; overflow:hidden;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.desvirtual.com%2Fartivismo-circuito-e-marcas%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allow Transparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px;"></iframe></div>]]></content:encoded>
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		<title>Da Crítica de Uso ao Uso Crítico das Mídias</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 18:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gb</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem, no Fórum de Cultura Digital, apresentei algumas idéias sobre o que considero as condições de existência da arte digital. Daniel Hora publicou um resumo tão bom sobre minha fala que transcrevo aqui. Não conseguiria ser tão fiel a mim quanto ele&#8230; Segue: Em sua palestra, Giselle Beiguelman falou sobre os problemas existentes no Brasil [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em"><script type="text/javascript" src="http://button.topsy.com/widget/retweet-big?url=http://www.desvirtual.com/da-critica-de-uso-ao-uso-critico-das-midias/&amp;title=Da+Cr%C3%ADtica+de+Uso+ao+Uso+Cr%C3%ADtico+das+M%C3%ADdias&amp;theme=blue&amp;nick=gbeiguelman&amp;order=count,retweet,badge&amp;txt_tweet=tweet&amp;txt_retweet=retweet"></script></div><p id="top" /><div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img title="Balde de Luz por Olhar Social" src="http://farm3.static.flickr.com/2566/4054112114_f75570fee5.jpg" alt="Foto de Olhar Social" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Foto de Olhar Social</p></div></p>
<p>Ontem, no <a href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/programacao-completa/">Fórum de Cultura Digital</a>, apresentei algumas idéias sobre o que considero as condições de existência da arte digital. Daniel Hora publicou um resumo tão bom sobre minha fala que transcrevo aqui.<br />
Não conseguiria ser tão fiel a mim quanto ele&#8230;</p>
<p>Segue:</p>
<blockquote><p>Em sua palestra, Giselle Beiguelman falou sobre os problemas existentes no Brasil em termos de hardware (infraestrutura física), software (programas) e peopleware (usuários da tecnologia), que condicionam a existência da arte digital. Entre outras questões, mencionou as restrições de acesso à eletricidade em regiões como o Norte do país, a falta de tomadas nos espaços culturais, a oferta reduzida de serviços de acesso público à internet e a carência de softwares e “programas institucionais” contínuos e públicos para a arte digital.</p>
<p>Contudo, Giselle ressaltou que a produção se realiza a despeito das dificuldades, comportando “usos alternativos das tecnologias, desenvolvidos à revelia das universidades, do governo e da massa crítica” de especialistas. A artista defendeu o estímulo a essa estética emergente de “crítica de uso e uso crítico” dos meios, por meio da promoção do “letramento digital” e da implementação de espaços de criação, desenvolvimento, fruição e agenciamento. “Isso nos permitira falar de uma geração tecnofágica, em lugar de produsadores ou fansumidores, escravos felizes patrocinando as marcas” dos produtos tecnológicos, argumentou.</p></blockquote>
<div id="__ss_2547839" style="width: 425px; text-align: left;"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" title="Arte Digital - Condições de Existência" href="http://www.slideshare.net/gbeiguelman/arte-digital-condies-de-existncia">Arte Digital &#8211; Condições de Existência</a><object style="margin:0px" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=artedigitalforumdecultura-091120121555-phpapp02&amp;stripped_title=arte-digital-condies-de-existncia" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="margin:0px" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=artedigitalforumdecultura-091120121555-phpapp02&amp;stripped_title=arte-digital-condies-de-existncia" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div style="font-size: 11px; font-family: tahoma,arial; height: 26px; padding-top: 2px;">View more <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/">presentations</a> from <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/gbeiguelman">giselle beiguelman</a>.</div>
</div>
<p>O resumo completo sobre o debate &#8220;Arte Digital&#8221;, que reuniu eu, Pau Alsina, Patricia Canetti, Laymert Garcia e Andre Vallias vc encontra <a title="resumo da mesa de discussão sobre arte digital" href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/11/20/estimulo-ao-uso-critico-e-a-critica-do-usos-da-midia-resumo-da-mesa-de-discussao-sobre-arte-digital/" target="_blank">aqui</a>.</p>

<div class="fblike" style="height:25px; height:25px; overflow:hidden;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fwww.desvirtual.com%2Fda-critica-de-uso-ao-uso-critico-das-midias%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allow Transparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px;"></iframe></div>]]></content:encoded>
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		<title>Território e Agenciamento nas Redes</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 23:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gb</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cartografias Opacas: Território e Agenciamento nas Redes* Giselle Beiguelman Opaque Cartographies View more presentations from gbeiguelman. A inegável popularização e a bem-vinda melhoria e barateamento dos programas e dispositivos tecnológicos, tem sido acompanhada não só de novas esferas de experimentação, mas também de novos equipamentos de domesticação e controle do imaginário coletivo por meio da [...]]]></description>
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<div style="margin: 1ex;">
<div><strong>Cartografias Opacas: Território e Agenciamento nas Redes</strong>*</p>
<p>Giselle Beiguelman</p>
<div id="__ss_2501720" style="width: 425px; text-align: left;"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" title="Opaque Cartographies" href="http://www.slideshare.net/gbeiguelman/opaque-cartographies">Opaque Cartographies</a><object style="margin:0px" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=opaquecartographies-091114165217-phpapp02&amp;stripped_title=opaque-cartographies" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed style="margin:0px" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=opaquecartographies-091114165217-phpapp02&amp;stripped_title=opaque-cartographies" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div style="font-size: 11px; font-family: tahoma,arial; height: 26px; padding-top: 2px;">View more <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/">presentations</a> from <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/gbeiguelman">gbeiguelman</a>.</div>
</div>
<p>A inegável popularização e a bem-vinda melhoria e barateamento dos programas e dispositivos tecnológicos, tem sido acompanhada não só de novas esferas de experimentação, mas também de novos equipamentos de domesticação e controle do imaginário coletivo por meio da comoditização de discursos e práticas hacktivistas.</p>
<address> slide 2 e 3<br />
</address>
<p>Trata-se de procedimentos que operam pela domesticação dos sentidos e pela conformação a modelos e regras de conduta, procurando apropriar-se das dinâmicas nômades das redes para sedentarizá-las, como os aparelhos de captura em relação às máquinas de guerra de que nos falam Deleuze e Guattari em Mil Platôs.</p>
<p><em>slide 4</em></p>
<p>Bom exemplo disso é o crescimento exponencial das redes sociais, indicativo de como são bem sucedidas as retóricas daquilo que venho chamando de “a era do capitalismo fofinho”. Um capitalismo em que tudo soa onomatopéico, feliz e redondinho, como os logos e os nomes das principais redes sociais da web 2.0.</p>
<p><em>slide 5 a 10</em></p>
<p>Elemento fundamental desse quadro cultural é a experiência da mobilidade. Afinal, o que impressiona no âmbito da experiência cultural da mobilidade é o seu atrelamento às esferas corporativas. É praticamente impossível falar em projetos criativos na área sem esbarrar em uma logomarca.</p>
<p><em>slide 11`a 13</em></p>
<p>O que é feito para rodar no Android, sistema operacional para celulares desenvolvido pelo Google, para assinantes da T-Mobile, p. ex., não funcionará no sistema Symbian (da Nokia) de assinantes dessa mesma operadora. Em casos extremos, um aparelho pode inclusive ser exclusivo de uma única operadora, como é o caso do I-Phone 3G, que é exclusivo para assinantes da ATT nos EUA.</p>
<p>Negar a importância de projetos para celular como o Layar e o Wikitude, que são navegadores em Realidade Aumentada no espaço urbano desenvolvidos para aparelhos da marca HTC com sistema operacional Android, o I-Phone em si, ou novas perspectivas corporativas, como a preocupação da Nokia com soluções ecológicas, seria manifestar a síndrome da nostalgia pelo que nunca fomos.</p>
<p>Nenhuma tecnologia é neutra e a história das estéticas tecnológicas é, pelo menos desde o surgimento da fotografia, a primeira arte pós-industrial segundo Vilém Flusser, um processo de criação dentro de cadeias industriais. No contexto da Internet, essa relação de tensão entre indústria de bens de consumo e criação foi não só maximizada como transformou-se, na sua primeira década de existência, no seu horizonte artístico. Horizonte artístico esse que era essencialmente crítico e questionador.</p>
<p>No âmbito da cultura da mobilidade, a abertura para projetos desse tipo é muito menor, dado o atrelamento entre marcas de fabricantes e operadoras. Cada vez mais os serviços e produtos para dispositivos móveis estão não só relacionados com uma determinada marca e modelo de aparelho, como também aos acordos entre operadoras e os fabricantes dos aparelhos.</p>
<p>slides 14 a 16</p>
<p>Nesse contexto, “produsadores”  , “fansumidores” e usadores críticos tornam-se os atores centrais dos processos que se desenvolvem nas redes. Nesta palestra, serão apresentadas as estratégias que configuram as linhas de força das ações desses grupos. Acredito que a investigação das zonas de tensão que emergem nos confrontos e acomodações entre eles permite-nos cartografar seus procedimentos de territorialização e agenciamento , tornando suas dinâmicas menos opacas.</p>
<p><em>slides 17 a 27</em></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;">* Resumo da palestra de abertura do 4o arte.mov, BH, 11/11/2009<br />
</span></div>
</div>

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		<title>PPT &#8211; Toward Technophagy</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 20:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gb</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Digital Art in Brazil: Rumo à Tecnofagia &#124; Toward Technophagy Texto da Conferência. Lecture &#8211; Full Text]]></description>
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<div id="__ss_2459953" style="width: 425px; text-align: left;"><a style="margin: 12px 0pt 3px; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 14px; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; -x-system-font: none; display: block; text-decoration: underline;" mce_style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" title="Digital Art in Brazil: Rumo à Tecnofagia | Toward Technophagy" href="http://www.slideshare.net/gbeiguelman/digital-art-in-brazil-rumo-tecnofagia-toward-technophagy" mce_href="http://www.slideshare.net/gbeiguelman/digital-art-in-brazil-rumo-tecnofagia-toward-technophagy">Digital Art in Brazil: Rumo à Tecnofagia | Toward Technophagy</a><img title="&quot;allowFullScreen&quot;:&quot;true&quot;,&quot;allowScriptAccess&quot;:&quot;always&quot;,&quot;src&quot;:&quot;http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=rumoaatecnofagia-091109132953-phpapp02&amp;rel=0&amp;stripped_title=digital-art-in-brazil-rumo-tecnofagia-toward-technophagy&quot;,&quot;allowfullscreen&quot;:&quot;true&quot;" class="mceItemFlash" src="http://www.desvirtual.com/web/wp-includes/js/tinymce/plugins/media/img/trans.gif" mce_src="http://www.desvirtual.com/web/wp-includes/js/tinymce/plugins/media/img/trans.gif" width="425" height="355">
</p>
<div style="font-size: 11px; font-family: tahoma,arial; height: 26px; padding-top: 2px;"><a title="Texto da Conferência" mce_href="http://www.desvirtual.com/rumo-a-tecnofagia" href="http://www.desvirtual.com/rumo-a-tecnofagia">Texto da Conferência</a>. Lecture &#8211; Full Text</div>
</div>

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		<title>Rumo à Tecnofagia</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 20:18:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Rumo à Tecnofagia (Tendências da Criação em Arte Digital no Brasil) * Giselle Beiguelman, 2009 PDF Power Point + Vídeos Os resultados da 8ª edição do Prêmio Sergio Motta mostram ambivalências interessantes da arte digital no Brasil, marcantes no confronto entre as categorias início e meio de carreira, e alguns traços comuns. Começo pelas questões [...]]]></description>
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<div class="topsy_widget_data topsy_theme_blue" style="float: right;margin-left: 0.75em"><script type="text/javascript" src="http://button.topsy.com/widget/retweet-big?url=http://www.desvirtual.com/rumo-a-tecnofagia/&amp;title=Rumo+%C3%A0+Tecnofagia&amp;theme=blue&amp;nick=gbeiguelman&amp;order=count,retweet,badge&amp;txt_tweet=tweet&amp;txt_retweet=retweet"></script></div><p id="top" />Rumo à Tecnofagia<br />
(Tendências da Criação em Arte Digital no Brasil) *<br />
Giselle Beiguelman, 2009<br />
<a title="texto em formato PDF" href="http://www.desvirtual.com/text/rumo_aa_tecnofagia.pdf" target="_blank">PDF</a> <a title="power point + vídeos" href="http://www.desvirtual.com/ppt_technophagy">Power Point + Vídeos</a></p>
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<p>Os resultados da 8ª edição do Prêmio Sergio Motta mostram ambivalências interessantes da arte digital no Brasil, marcantes no confronto entre as categorias início e meio de carreira, e alguns traços comuns. Começo pelas questões comuns, haja vista que elas remetem a definições sobre arte digital e porque essa conceituação funcionou como diretriz na seleção e premiação desta edição.</p>
<p>De um modo geral, pode se dizer que o traço comum entre os artistas premiados e a grande maioria dos selecionados , é o fato do escopo de sua produção definir-se no campo das estéticas tecnológicas. É um grupo que, de formas variadas, equaciona com clareza uma questão recorrente nos debates sobre arte digital: o papel da tecnologia no processo criativo e na obra propriamente dita.</p>
<p>Há quem diga que a tecnologia é apenas uma ferramenta, um meio de chegar-se aos resultados desejados. Discordo. Uma das principais diferenças das artes digitais em relação a outras artes é o modo como elas problematizam a tecnologia no campo estético.</p>
<p>Não se trata de criações artísticas que utilizam meios digitais na sua produção, nem arte que meramente tematiza esses meios. Trata-se de criações que são somente possíveis no âmbito da pesquisa científica e das tecnologias de informação e comunicação atuais e que operam leituras transdisciplinares da contemporaneidade, jogando com a hibridização entre esses saberes e conceitos.</p>
<p>É possível contra-argumentar aqui que a problematização da tecnologia no campo da arte é uma questão cara à Renascença, como a sistematização da perspectiva por Bruneleschi evidencia. Isso é verdade, porém no contexto específico das artes digitais esse processo de problematização da tecnologia ganha contornos políticos e institucionais particulares.</p>
<p>Seguindo uma reflexão de Bruno Latour (2005) sobre o impacto das mídias digitais na política de Estado, que obrigaria a política a incoporporar novas definições e práticas, poderíamos dizer que a popularização dos meios digitais na produção artística impõe a reflexão sobre a necessidade de pensar novos formatos museológicos, expositivos, institucionais e até mercadológicos.</p>
<p>Esses formatos deveriam ser capazes de nos ensinar a lidar com o caráter transitório e os arranjos momentâneos característicos das artes digitais mais radicais, as estratégias de compartilhamento e a revalidação das linguagens de programação e de paradigmas científicos no âmbito da experimentação artística.</p>
<p>Todas essas questões estão presentes na produção dos artistas premiados nesta 8ª edição e são essenciais também para compreender a produção de vários artistas dos artistas indicados e que não foram contemplados com o prêmio pelos jurados.</p>
<p>São criadores que não cabem no termo “novas mídias”. Além de impreciso, esse termo tem o inconveniente de ressuscitar um paradigma incômodo das chamadas vanguardas modernistas: a noção de novidade como parâmetro de análise. Nessa perspectiva, fala-se em “novas mídias” como se o adjetivo “novo” fosse capaz de definir um repertório ou uma modalidade de criação.</p>
<p><span id="more-1202"></span>Mas além desse impasse conceitual, o termo “novas mídias” é revelador de um outro problema que me incomoda mais do que sua simples imprecisão. O uso recorrente desse termo parece-me revelador da dificuldade do sistema de arte contemporâneo em absorver a cultura de rede e a digitalização do cotidiano nas suas expressões mais radicais. É certamente mais prático e fácil falar em novas mídias e generalizar sem critério obras e artistas sob um rótulo do que encarar os desafios de criar conceitos para dar conta de uma produção emergente com diversos formatos.</p>
<p>Vale frisar, ainda, que toda mídia, quando surge, é nova e não é a sua novidade o que implica mudança ou transformações culturais, epistemológicas e estéticas. Por isso, o que importa avaliar do ponto de vista crítico, são os graus de complexidade e pluralidade simbólica que as obras relacionadas a mídias digitais agenciam na relação homem-máquina, seguindo a trilha aberta por Guattari em Caosmose (1992: 45-71).</p>
<p>O grau de complexidade e a pluralidade simbólica agenciada pelos projetos dos artistas em questão nesse ensaio relaciona-se, acredito, a sua capacidade de não ceder aos encantos tecnoparnasianos (o uso da tecnologia pela tecnologia), um dos problemas mais comuns na área de criação com meios digitais.</p>
<p>A inegável popularização e a bem-vinda melhoria e barateamento dos programas e dispositivos tecnológicos, tem sido acompanhada não só de novas esferas de experimentação, mas também de uma comoditização do discurso de marketing, que mostra como são bem sucedidas as retóricas visuais daquilo que venho chamando de “a era do capitalismo fofinho”.  Um capitalismo em que tudo soa onomatopéico, feliz e redondinho, como os logos e os nomes das principais redes sociais da web 2.0.</p>
<p>E é justamente o caráter “desfeitichizado” e pouco domesticado em relação às diretrizes do mercado de arte e de tecnologia o que mais chama a atenção no grupo de artistas selecionados e premiados nesta 8ª edição. Isso aparece de forma mais explícita entre os artistas em início de carreira e também no caso do prêmio hors concours deste ano, concedido a Carlos Fadon Vicente.</p>
<p>Não acredito que esse caráter pouco domesticado seja fruto do fato da quase totalidade dos artistas selecionados não terem vínculos com galerias de arte, nem trabalharem em empresas de tecnologia. Isso, presumo, aponta muito mais para a incipiência crítica dessas instâncias em lidar com os formatos emergentes que esses artistas expressam do que uma resistência natural e atávica.</p>
<p>Esse é um tópico interessante e que merece uma reflexão mais bem cuidada. A fim de não me perder em intuições, prefiro aqui aproveitar o espaço para pontuar algumas diferenças comprováveis entre os artistas as categorias dos artistas em meio e início de carreira e destaco que o universo que analiso aqui é o dos 34 artistas selecionados entre os quase 300 que se inscreveram.</p>
<p>Apesar de, em geral, serem de 10 a 20 anos mais novos que os artistas em meio de carreira, os artistas em início de carreira, paradoxalmente, mostram maior maturidade e precisão conceitual nas descrições de seus trabalhos. Isso provavelmente está relacionado à intimidade que possuem com as linguagens de programação, que se evidencia no caráter enxuto de suas fichas técnicas – basicamente constituídas por eles mesmos, sem equipes.</p>
<p>A economia de participantes nos projetos dos artistas em início de carreira se, por um lado, reforça a auto-suficiência de uma geração já digitalmente letrada e alfabetizada, não deixa de indicar uma possível perda de visão transdiciplinar que é característica da produção relacionada às ciências e às telecomunicações, dominante no grupo de artistas em meio de carreira.</p>
<p>Há também no grupo de artistas em início de carreira uma animadora descentralização geográfica do eixo São Paulo – Belo Horizonte que por muitos anos dominou com exclusividade a cena da arte digital brasileira. Acima de tudo, há nesse grupo, uma tendência de uso crítico das mídias que parece anunciar uma vertente tecnofágica, ou de antropofagia tecnológica. Essa tendência pode ser um primeiro esboço de uma nova prática estética que opera pela combinação de dispositivos hi e low tech, práticas de circuit bending, remodelagem de equipamentos e integração de mídias de idades variadas.</p>
<p>Não se trata de mais um escorregão retrô, expressando noções de reciclagem meramente cosméticas de antigos equipamentos, que dá a tônica da indústria de vários bens de consumo, de geladeiras a carros. Como já pontuou T. J. Clark esse tipo de mercadoria com estilo do passado, cria pseudomemórias que beiram as nostalgias do presente de que falava Jameson, cumprindo a finalidade de “inventar uma história, um tempo perdido de intimidade e estabilidade, de que todo mundo afirma lembrar-se, mas que ninguém teve.” (2007:332)</p>
<p>A produção que esses artistas em início de carreira arrisca não dialoga com esse “revival” pasteurizado. Mais promissora, parece incorporar algumas tradições antropofágicas da arte brasileira – incluindo-se aí também os artistas artemidiáticos mais antigos &#8212;  para questionar os limites da interface, as estratégias táticas, as práticas de compartilhamento e os desafios das relações entre arte e ciência.</p>
<p>REFERÊNCIAS</p>
<p>GUATTARI, F. (1992). Caosmose – Um Novo Paradigma Estético. Trad. Ana Lúcia Oliveira e Lúcia Cláudia Leão. São Paulo, editora 34.<br />
LATOUR, B. (2005). “From Realpolitik to Dingpolitik – Or How to Make Things Public”. In: Bruno Latour &amp; Peter Weibel orgs. Making Things Public -Atmospheres of Democracy. ZKM/MIT Press, pp. 4-32.<br />
CLARK, T.J. (2007). “O Estado do Espetáculo”. In: Modernismos. São Paulo, Cosac Naify, pp. 302-329.</p>
<p>* Texto-base da palestra proferida no Fórum Internacional de Arte e Tecnologia promovido pelo Instituto Sergio Motta. São Paulo, British Council, 3 e 4/11/2009.<br />
<a title="power point + vídeos da conferência" href="http://www.desvirtual.com/ppt_technophagy">Power point &#8211; aqui</a></p>

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		<title>Tecnofagia na Era do Capitalismo Fofinho</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 15:17:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um dos méritos dos artistas premiados &#8212; o que inclui a maioria dos selecionados &#8212; na 8a edição do Prêmio Sergio Motta de Arte &#38; Tecnologia é a sua capacidade de não ceder aos encantos tecnoparnasianos (o uso da tecnologia pela tecnologia). Esse é um dos problemas mais comuns na área de criação com meios [...]]]></description>
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Um dos méritos dos artistas premiados &#8212; o que inclui a maioria dos selecionados &#8212; na 8a edição do Prêmio Sergio Motta de Arte &amp; Tecnologia é a sua capacidade de não ceder aos encantos tecnoparnasianos (o uso da tecnologia pela tecnologia).<br />
Esse é um dos problemas mais comuns na área de criação com meios digitais.<br />
A inegável popularização e a bem-vinda melhoria e barateamento dos programas e dispositivos tecnológicos, tem sido acompanhada não só de novas esferas de experimentação, mas também de uma comoditização do discurso de marketing. Essa comoditização mostra como são bem sucedidas as retóricas visuais daquilo que venho chamando de “a era do capitalismo fofinho”. Um capitalismo em que tudo soa onomatopéico, feliz e redondinho, como os logos e os nomes das principais redes sociais da web 2.0.<br />
Em contraponto a essa tendência, constata-se uma interressante vertente tecnofágica, ou uma antropofagia tecnológica, marcada pelo uso crítico e criativo das mídias. Essa vertente pode ser um primeiro esboço de uma nova prática estética que opera pela combinação de dispositivos hi e low tech, práticas de circuit bending, remodelagem de equipamentos e integração de mídias de idades variadas.<br />
Não se trata de mais um escorregão retrô, expressando noções de reciclagem meramente cosméticas de antigos equipamentos, que dá a tônica da indústria de vários bens de consumo, de geladeiras a carros. Como já pontuou o crítico T. J. Clark esse tipo de mercadoria com estilo do passado serve apenas “inventar uma história, um tempo perdido de intimidade e estabilidade, de que todo mundo afirma lembrar-se, mas que ninguém teve.” A produção dos artistas selecionados nesta 8a edição do Prêmio Sergio Motta (especialmente os da categoria &#8220;em início de carreira&#8221;) não dialoga com esse “revival” pasteurizado. Mais promissora, parece incorporar algumas tradições antropofágicas da arte brasileira – incluindo-se aí também os artistas artemidiáticos mais antigos &#8212;  para questionar os limites da interface, as estratégias táticas, as práticas de compartilhamento e os desafios das relações entre arte e ciência.</p>

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