GISELLE BEIGUELMAN
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Botannica Tirannica

Botannica Tirannica

Em Botannica Tirannica, Giselle Beiguelman amplia o escopo de seu trabalho para o campo da ciência e investiga a relação entre ciência hegemônica, botânica clássica e o imaginário colonialista historicamente presente nas formas de dominação da natureza.

Para estabelecer uma genealogia científica do preconceito, Beiguelman utilizou recursos de inteligência artificial para cruzar e combinar diferentes espécies com nomes depreciativos. Nascem híbridos em um jardim pós-natural, plantas ao mesmo tempo reais e inventadas, verdadeiras e falsas, que desfazem o impulso taxonômico por meio de seus corpos estranhos e nomenclaturas impronunciáveis.

Para criar uma genealogia do preconceito nos campos da arte e da ciência, Giselle Beiguelman empregou um programa de inteligência artificial para cruzar e combinar espécies dotadas de nomes discriminatórios. Por meio de diferentes mídias, uma série de 18 imagens compõe Flora mutandis, cinco vídeos estruturam Flora rebellis, ao lado de uma imagem intitulada Errante, um filme-ensaio, Uma genealogia do preconceito, e um Jardim da Resiliência real, no qual são cultivadas plantas com nomes injuriosos. A artista torce os usos comuns e ambivalentes da tecnologia, abrindo novos campos poéticos e novos encontros políticos. Surgem híbridos, plantas e flores ao mesmo tempo reais e inventadas, verdadeiras e falsas, que desfazem o impulso taxonômico por meio de seus corpos estranhos e nomenclaturas impronunciáveis.

Botannica Tirannica foi apresentada no Museu Judaico de São Paulo (2022), na 3ª Bienal de Karachi (Paquistão, 2022), no Civico Museo Sartorio (Trieste, Itália, 2023) e no Sesc Taubaté (2023).

(Trechos do texto curatorial de Ilana Feldman)