Mandrágoras e beladonas são parentes, primas das berinjelas e dos tomates, unidas por preconceitos e poderes compartilhados na vasta família das Solanaceae. Trazendo a cura na etimologia de seu nome (solamen = cura), essas plantas estão ligadas a usos cosméticos, rituais e, é claro, à cura. Imagine se Elizabeth Blackwell (1699–1758) as tivesse ilustrado para seu A Curious Herbal (1753), livro que fascinou Lineu, criado para pagar as dívidas deixadas por seu marido charlatão, enforcado na Suécia após uma tentativa de golpe de Estado.
Elizabeth Blackwell foi minha musa para estes desenhos gerados e animados por IA.
Anotações para uma obra em processo: Venenosas, Nocivas e Suspeitas. Explorando plantas proibidas e mulheres apagadas da história da arte e da ciência.