Marianne North (1839-1890) foi uma artista botânica inglesa, nascida um dia antes do aniversário de minha irmã (24 de outubro), e morreu um dia depois do meu (30 de agosto) 💚. Com uma estética muito particular, destacam-se suas cores sólidas e a ocupação completa da tela, especialmente nas pinturas a óleo, que desagradavam tanto aos críticos de arte quanto aos cientistas de sua época. Filha de uma rica família inglesa, vendeu sua parte da herança, viajou pelo mundo e passou um ano no Brasil. Nunca se casou e manteve uma longa relação com a escritora Amelia Edwards, apaixonada por North, embora não correspondida com a mesma intensidade. Grande parte de sua obra foi preservada graças a ela mesma, à sua fortuna e aos seus bons contatos. Isso lhe permitiu construir, em Kew Gardens, uma galeria para suas mais de 800 obras, com uma incrível expografia também criada por North. Acredito que ela seja a maior pintora de plantas “carnívoras” da história. Não sei se é exagero meu. Mas o fato é que Marianne North teve uma planta insetívora (essa é a designação correta) batizada em sua homenagem: a bela Nepenthes northiana, que ilustro aqui em sua memória.
Notas de um trabalho em andamento sobre plantas demonizadas, proibidas e mal-afamadas, que desenho com IA, tendo como referência mulheres apagadas da história da Arte e da Ciência.