Entre os vários termos e funções que nasceram com a web 2.0, merece atenção a do curador de informação. Discussão praticamente (para não dizer totalmente) inexistente no campo da artemídia, onde os debates sobre curadoria on-line concentravam-se até recentemente, começa a aparecer com certa frequencia nos blogs de marketing especializados em mídias sociais. Como tudo que em geral é publicado nessa área, vem acompanhado de frases bombásticas, receitas de sucesso e dicas de tools e apps imperdíveis para bombar sua curadoria.

A despeito da futilidade desse tipo de abordagem, o assunto é estratégico para pensar novos formatos de produção e distribuição do conhecimento em uma cultura de rede orientada para a inteligência distribuída. Proponho, nessa conversa que se realiza no “Encontros com o Futuro”, promovido pelo Commais, da ECA-USP, partir de alguns temas que vem orientando o debate sobre curadoria de arte na internet:

  • O curador como filtrador
  • O curador como agenciador
  • A plataforma como dispositivo curatorial

Esses temas não são modelos, nem padrões normativos. Mas podem pontuar caminhos para compreender a curadoria de informação como uma atividade crítica que vai muito além da quantificação de likes e da capacidade de gerar e atender a audiência.

O encontro, conversa, debate, palestra aconteceu na 3a, dia 21, 19h30, na ECA-USP.

A cobertura do evento está aqui. Os slides, abaixo:

ENCONTROS COM O FUTURO

Realização: Commais (Grupo de Pesquisa em Comunicação, Jornalismo e Mídias Digitais) da ECA-USP