Foto de Olhar Social

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Ontem, no Fórum de Cultura Digital, apresentei algumas idéias sobre o que considero as condições de existência da arte digital. Daniel Hora publicou um resumo tão bom sobre minha fala que transcrevo aqui.
Não conseguiria ser tão fiel a mim quanto ele…

Segue:

Em sua palestra, Giselle Beiguelman falou sobre os problemas existentes no Brasil em termos de hardware (infraestrutura física), software (programas) e peopleware (usuários da tecnologia), que condicionam a existência da arte digital. Entre outras questões, mencionou as restrições de acesso à eletricidade em regiões como o Norte do país, a falta de tomadas nos espaços culturais, a oferta reduzida de serviços de acesso público à internet e a carência de softwares e “programas institucionais” contínuos e públicos para a arte digital.

Contudo, Giselle ressaltou que a produção se realiza a despeito das dificuldades, comportando “usos alternativos das tecnologias, desenvolvidos à revelia das universidades, do governo e da massa crítica” de especialistas. A artista defendeu o estímulo a essa estética emergente de “crítica de uso e uso crítico” dos meios, por meio da promoção do “letramento digital” e da implementação de espaços de criação, desenvolvimento, fruição e agenciamento. “Isso nos permitira falar de uma geração tecnofágica, em lugar de produsadores ou fansumidores, escravos felizes patrocinando as marcas” dos produtos tecnológicos, argumentou.

O resumo completo sobre o debate “Arte Digital”, que reuniu eu, Pau Alsina, Patricia Canetti, Laymert Garcia e Andre Vallias vc encontra aqui.