Egoscópio (egoscope) foi uma teleintervenção realizada em agosto de 2002 que permitiu a qualquer pessoa enviar, pelo site do projeto, outros sites a dois painéis eletrônicos comerciais situados em uma avenida movimentada de São Paulo (Faria Lima), utilizados para publicidade de diversas empresas. Na ocasião, o público foi convidado a participar de uma ação que propunha mapear um personagem fluido chamado Egoscópio, enviando URLs exibidas nos painéis (das 10h30 às 3h00, GET, em intervalos de três minutos entre outros anúncios) e também on-line, pela webcam do painel.
Combinando recursos de internet e intranet, Egoscópio configurou uma experiência bem-sucedida de transmissão pública aberta que recebeu mais de 2.200 contribuições, gerando um interessante banco de dados das múltiplas identidades de nosso personagem incorpóreo. Egoscópio discutiu não apenas novos formatos de subjetividade, mas também práticas de autoria e recepção em rede interceptadas por processos de entropia e aceleração.
Egoscópio (2002) abordou novos formatos de subjetividade, a recepção em meio a processos de entropia e a transformação da interface em mensagem, explorando o contexto de confusão entre arte, publicidade e informação promovido pela cultura digital. Envolveu ações coletivas em espaços midiáticos públicos, permitindo a qualquer pessoa enviar, pelo site do Egoscópio, sites on-line a dois painéis eletrônicos comerciais situados em uma avenida movimentada de São Paulo.








